8 de fevereiro de 2013

Isso não é qualquer coisa de amor

Vou logo dizendo que isso não é um fragmento de amor. Eu me recuso a categorizar desse jeito qualquer coisa que eu tenha que escrever sobre você daqui em diante, mas prometo com dedos cruzados que esse é o último.

No início, havia até beleza. Era uma noite de sábado. Estávamos em uma praça com os nossos amigos, afim de matar o tédio, e você ficava tentando uns acordes no violão, enquanto todos os demais tentavam acompanhar cantando. Eu me lembro de cada detalhe, inclusive da camisa que você estava usando, e que já devia aquela estar sendo a vigésima vez que você a estava vestindo naquele mês. Mas, em meio a toda essa percepção de detalhes, a gente se “olhou”. Um olhar de maneira diferente, carregado de curiosidade sobre o que aquela pessoa poderia um dia representar na vida da outra. Um olhar de sobre como dever ser passear de mãos dadas com a mesma, ou mesmo um de como dever ser juntar ambas as famílias para uma churrascada na laje. Um olhar meio assim, cheio de todo esse significado besta. Foi quando a gente resolveu não se esquecer, e de pensar um no outro em meio as nossas rotinas tão conturbadas. E eu fui explorando cada vez mais você, que se mostrou um jeitão incrivelmente galanteador. Em plena madrugada eu recebia mensagens suas, como quem queria dizer “não consigo dormir, apenas penso em você”. Todo o seu dinheiro de pedagogo estagiário era gasto com presentes caros, daqueles que arrancavam suspiros. Parecia uma porção de coisas deliciosas em uma só pessoa. Eu até me perguntei se havia ganho na loteria! Mas, somente mais tarde eu vi que loteria não é coisa de Deus... Acabou que eu não soube administrar bem todo essa dinheirada que ganhei, e a gente não passou muito tempo junto. O que eu considerei uma alegria, pois embora eu não quisesse mais categorizá-lo com qualquer coisa relacionada ao amor, eu gostei de quando te comparei com uma escada. Quanto mais alta, maior a queda. 

E a propósito, desculpe-me pelas frases em tom de ironia. É que escrever sobre algo sem ter o mesmo sentimento do que foi colocado faz ficar assim mesmo.

3 comentários:

  1. Alanna, que texto mais verdadeiro. Gostei muito, e super se encaixa em mim. É incrível como esses primeiros olhares mexem tanto com a gente, né?! Depois a queda é grande e machuca muito.
    Difícil mesmo é tentar esquecer, conseguir parar de escrever... É ruim demais.
    Você escreve muito bem! ^___^

    Beijinhos! www.primeiro-livro.com

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    1. Amanda! Fico feliz por ter causado essas sensações em você. A queda é grande sim, embora às vezes pense como Lolita Pille escreveu um dia "Nós procuramos o amor e achamos que o encontramos. Depois vem a queda. De muito alto. É melhor cair do que ficar sempre no chão?".
      Um bração, fofa.

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  2. ei Alanna! Nem preciso de dizer que suas crônicas são ótimas e que me encantaram né?! Ja li várias delas e não sei qual consegui gostar mais <3

    Meus parabéns! Você tem talento, ja adicionei seu blog aos meus favoritos!

    Beijos,
    www.ps-carpediem.blogspot.com/

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