Vou logo dizendo que
isso não é um fragmento de amor. Eu me recuso a categorizar desse jeito qualquer
coisa que eu tenha que escrever sobre você daqui em diante, mas prometo com
dedos cruzados que esse é o último.
No início, havia até beleza. Era uma noite de sábado. Estávamos em uma praça com os nossos amigos, afim de matar o tédio, e você ficava tentando uns acordes no violão, enquanto todos os demais tentavam acompanhar cantando. Eu
me lembro de cada detalhe, inclusive da camisa que você estava usando, e que já
devia aquela estar sendo a vigésima vez que você a estava vestindo naquele mês. Mas,
em meio a toda essa percepção de detalhes, a gente se “olhou”. Um olhar de
maneira diferente, carregado de curiosidade sobre o que aquela pessoa poderia
um dia representar na vida da outra. Um olhar de sobre como dever ser passear de
mãos dadas com a mesma, ou mesmo um de como dever ser juntar ambas as famílias
para uma churrascada na laje. Um olhar meio assim, cheio de todo esse
significado besta. Foi quando a gente resolveu não se esquecer, e de pensar um no outro
em meio as nossas rotinas tão conturbadas. E eu fui explorando cada vez mais você, que se mostrou um jeitão incrivelmente galanteador. Em plena madrugada eu recebia mensagens suas, como quem queria dizer “não
consigo dormir, apenas penso em você”. Todo o seu dinheiro de pedagogo estagiário era gasto com presentes caros, daqueles que arrancavam suspiros. Parecia uma porção de
coisas deliciosas em uma só pessoa. Eu até me perguntei se havia ganho na
loteria! Mas, somente mais tarde eu vi que loteria não é coisa de Deus... Acabou que eu não soube administrar bem todo essa dinheirada que ganhei, e a gente não passou muito tempo junto. O que eu considerei uma alegria, pois embora eu não quisesse mais categorizá-lo com qualquer coisa relacionada ao amor, eu gostei de quando te comparei com uma escada. Quanto mais alta, maior a queda.
E a propósito, desculpe-me pelas
frases em tom de ironia. É que escrever sobre algo sem ter o mesmo sentimento
do que foi colocado faz ficar assim mesmo.
Alanna, que texto mais verdadeiro. Gostei muito, e super se encaixa em mim. É incrível como esses primeiros olhares mexem tanto com a gente, né?! Depois a queda é grande e machuca muito.
ResponderExcluirDifícil mesmo é tentar esquecer, conseguir parar de escrever... É ruim demais.
Você escreve muito bem! ^___^
Beijinhos! www.primeiro-livro.com
Amanda! Fico feliz por ter causado essas sensações em você. A queda é grande sim, embora às vezes pense como Lolita Pille escreveu um dia "Nós procuramos o amor e achamos que o encontramos. Depois vem a queda. De muito alto. É melhor cair do que ficar sempre no chão?".
ExcluirUm bração, fofa.
ei Alanna! Nem preciso de dizer que suas crônicas são ótimas e que me encantaram né?! Ja li várias delas e não sei qual consegui gostar mais <3
ResponderExcluirMeus parabéns! Você tem talento, ja adicionei seu blog aos meus favoritos!
Beijos,
www.ps-carpediem.blogspot.com/